01/07/2010
Congelamento elimina 90% dos tumores pequenos em rins
 

O câncer de rim, terceiro tipo mais frequente do aparelho genitourinário, já pode ser tratado de forma menos invasiva, menos dolorosa e sem a necessidade de se retirar totalmente os rins. Realizada no Brasil há cerca de um ano, a crioterapia, técnica de congelamento do tumor, se mostrou altamente eficiente na cura desse tipo de doença, além de proporcionar uma melhora mais rápida ao paciente e evitar que ele faça diálise pelo resto da vida.

Segundo o urologista e cirurgião do Hospital Albert Einstein de São Paulo Oskar Kaufmann, a técnica utilizada na crioterapia reduz o desgaste do paciente e é eficaz. "Através da crioterapia, conseguimos destruir totalmente cerca de 90% dos tumores com até três centímetros", disse o urologista.

Queima a frio
O procedimento da crioterapia é bem simples e leva cerca de duas horas dependendo da técnica utilizada. Por meio de três ou quatro incisões pequenas no abdômen, o cirurgião isola o tumor renal, guiado por videolaparoscopia (incisão auxiliada por microcâmeras). Depois de afastar os órgãos próximos, como fígado e baço, ele introduz agulhas muito finas diretamente no tumor e numa pequena margem do rim normal. O argônio sob pressão passa pelo interior das agulhas a uma temperatura de até -125º C, congelando o tecido ao redor. "Outro ponto positivo é a possibilidade de tratar múltiplos tumores em uma única cirurgia", disse Kaufmann.

Temperaturas abaixo de 20º C são suficientes para promover a morte celular. Portanto são realizados durante a cirurgia dois ciclos de congelamento para garantir que a temperatura seja adequada ao final do processo. O resultado é a destruição total das células cancerígenas do local, que ficam mortas e completamente inativas.

O maior benefício da crioterapia, sem dúvida, é o fato de ser menos invasiva, possibilitar o tratamento de múltiplos tumores e diminuir o tempo de internação do paciente. "Ao contrário da cirurgia invasiva, quando o paciente precisa de dias para a recuperação, a crioterapia pode liberar o paciente em menos de 24 horas, dependendo do caso", disse o médico.

A crioterapia ainda é um procedimento inovador e novo no Brasil. Atualmente, a cirurgia é realizada apenas no hospital Albert Einstein em São Paulo, segundo Oskar Kaufmann. Além disso, existem estudos para a aplicação do procedimento em outros tipos de câncer.


 

Redação Terra
 

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